MPPI promove roda de conversa no Dia Nacional de Doação de Órgãos

A atividade ocorreu no auditório da sede leste do Ministério Público em Teresina
Em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado nesta quarta-feira (27), o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da 12ª e 29ª promotorias de Justiça de Teresina, realizou uma roda de conversa sobre doação de órgãos. A atividade ocorreu no auditório da sede leste do MPPI em Teresina, transmitida pela internet e foi mediada pelo promotor de Justiça, Eny Pontes.

A roda de conversa foi composta pela Coordenadora da Central de Transplantes, Maria de Lourdes Veras, além do Diretor Geral do Hemopi, Rafael Soares de Souza, e do Superintendente de Gestão de Média e Alta Complexidade da SESAPI, Dirceu Hamilton Câmpelo. Durante o evento, ocorreu o cadastro de doadores voluntários de medula óssea, promovido pelo HEMOPI.

Iniciando as explanações, o promotor Eny Pontes destacou a importância da realização do evento pelo MPPI, pontuando o momento pertinente de incentivo e promoção à doação de órgãos. Ele apresentou o projeto “Doando Vidas”, que visa estruturar a Rede de Saúde para que haja uma prestação de serviço aquedada aos pacientes que precisam de transplantes. Além disso, o projeto tem como objetivo realizar campanhas de conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

No decorrer da apresentação, o representante do órgão ministerial falou sobre os desafios da implantação do projeto, bem como os avanços e resultados alcançados.

Em seguida, a coordenadora da Central de Transplantes, Maria de Lourdes Veras, destacou que o Piauí tem mostrado uma curva de crescimento nos últimos anos em relação às doações múltiplas de órgãos. Porém, relatou que as filas ainda são grandes, principalmente dos transplantes de rim. A coordenadora disse que há um trabalho em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública, através do IML, para ampliar a doação de córneas nas macrorregiões do Piauí.

O superintendente de gestão de média e alta complexidade da SESAPI, Dirceu Câmpelo, considerou como desafiador o trabalho relacionado à doação de órgãos. Para ele é necessário investir mais em educação e conscientização sobre o tema para que a sociedade tenha cada vez mais informações.

Por fim, o diretor geral do HEMOPI, Rafael Alencar, apresentou os números de doações de medula óssea no Estado. Ele relatou que há mais de 600 pacientes aguardando o transplante de medula óssea no Piauí. No momento da roda de conversa, foram cadastrados 16 (dezesseis) possíveis doadores de medula pelo HEMOPI, que ficarão no banco de dados do órgão.

Na atividade, estiveram presentes alguns receptores e doadores de órgãos, que fizeram relatos emocionantes. O policial, Enio Luz, relatou sua experiência em receber um transplante de fígado. Para ele, há diversas dificuldades no pré-transplante, como o deslocamento para outro estado em busca de tratamento. “É de uma felicidade única. Tive a oportunidade de conhecer a família do doador, e me sinto grato por ter essa nova oportunidade”, relatou. As informações são do MPPI.

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